terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ouriços e espinhos. Tudo acabou bem!

 Sempre ouvi histórias de cães que atacavam ouriços, a caça acabava virando contra o caçador e temos um cachorro espinhento. Certa vez, também vi um cachorro entrando pela emergência de uma clínica com o focinho cheio de espinhos. Isso tudo me apavorava! Era um dos grandes temores que eu tinha com relação a mudança para o Recanto. Só de imaginar meus cães espinhentos, ou ouriços feridos, ficava apavorada.
Nos mudamos em setembro e eis que em outubro, Costelinha e Olívia atacaram um ouriço e adivinha?!  
 Logo que vi, quase surtei. Tentei tirar alguns com a mão, Leonardo pegou um alicate e tirou outros, mas é difícil e dolorido então, lembrei que tinha o telefone de um veterinário da região. Liguei para ele que ficou de vir assim que se liberasse de um atendimento em uma fazenda. 
Conseguimos ver ainda, o ouriço subindo numa árvore. Ainda bem que ele estava bem, não parecia ferido, pelo menos.
 Olívia é quem mais tinha espinhos e eles ficam se roçando na grama e passando a pata na tentativa de tirá-los. Que dó!
 Finalmente o dr. Marcio chegou, improvisamos uma mesa cirúrgica e como a Olívia estava com castração marcada para o dia seguinte, ele apenas sedou os dois, evitando uma super dose de anestésico.
 Gente! Era tanto espinho, mas tanto espinho! O que mais me angustiou, foi a retirada dos espinhos da língua. Sim, haviam alguns espinhos nas línguas e o veterinário puxava os espinhos e a língua vinha junto. Eu não sabia que eles tinham línguas tão grandes! rererere
Não se assustem com este sangue. Normal sair um pouco de sangue quando furamos o dedo, imaginem vários furos nos lábios, gengivas e língua! 
 O sangue foi só na hora que os espinhos eram retirados, logo parou e Olívia e Costelinha ficaram deitadinhos, lado a lado, esperando o efeito da sedação passar.
 Quando terminamos a operação tira espinhos da Olívia, Costelinha já estava querendo levantar.
                                         Costelinha queria ir para o sol e Leonardo amparou ele para que não se machucasse e o resto da tropa canina ficou solidária com os dois furados. 
Este foi o primeiro episódio do ouriço, e o veterinário comentou que o pior de tudo é que os cães não aprendem e se houver outra oportunidade, atacam o ouriço novamente.
E não é que ele tinha razão???
 Pouco mais de duas semanas depois, Olívia provou que eles têm memória curta e atacou o pobre do ouriço de novo, e desta vez, sua filhota, Lepi, ganhou uns espinhos junto.
 Só que, desta vez, não chamamos o veterinário e Leonardo conseguiu tirar todos os espinhos com a ajuda do alicate e minha, segurando e acalmando as ferinhas. Foi mais fácil do que pensamos!
 Aqui estão alguns dos espinhos retirados do segundo ataque da Olívia.
E aqui, os espinhos retirados da Lepi, que deu um pouco mais de trabalho, mas no fim, tudo deu certo!
Só espero que tão cedo, eles não cruzem pelo ouriço novamente!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

"Quem, eu?"

 "Quem, eu?" é um livro escrito por um neto, Fernando, que se dedicou a cuidar da avó, dona Nilza, portadora de Alzheimer. Eu já havia lido sobre eles no jornal, onde fiquei sabendo da página que Fernando criou no Facebook para a vó.
O Alzheimer, também conhecido por "o alemão", é uma doença degenerativa onde é afetada a memória recente, e as memórias antigas costumam ficar preservadas. Esta, é apenas uma das características desta doença, que leva muitos idosos a serem abandonados pela própria família, que precisa de muita paciência para lidar com ele e a doença.
E foi esta perda de memória recente, que nos levou a prestar mais atenção no sogro e levá-lo a uma consulta médica e a partir daí, estamos convivendo com o Alzheimer em casa.
As situações que nos levaram a marcar uma consulta para o sogro foram muito engraçadas, que se é um fato isolado, fica por isso mesmo, mas quando começa a se repetir, a gente se olha e se pergunta "peraí, ele tá tirando sarro da nossa cara, né?". Não, não tá! Parece piada mas é a doença!
Com a recente chegada do Alzheimer em nossas vidas, numa bela noite, Leonardo foi jantar com colegas de trabalho, justamente num restaurante onde estava acontecendo uma sessão de autógrafos do livro e saiu de lá com o livro e uma dedicatória muito interessante e verdadeira: "aventuras como as nossas, com nossos "filhos" nos traz aprendizados que nunca imaginamos ter. Sorria muito e mantenha o alto astral."
O livro mostra como Fernando conviveu com a vó e a doença, com bom humor e muito amor. Claro, que além de muita paciência, isto requer tempo, o que a maioria das famílias não tem hoje em dia. 
Quem nunca teve contato com esta doença, pode achar isso tudo um saco, mas quem teve ou tem algum conhecido, amigo ou familiar portador do Alzheimer, tenho certeza que vai adorar o livro, como eu gostei.
Trechos do livro que achei interessantes.
" A relação com minha avó também sofreu alterações a partir do momento em que passei a utilizar com ela a "terapia do bom humor", como costumo chamar. Alguns anos atrás, a forma correta de lidar com idosos com Alzheimer era trazê-los para a realidade. Hoje, sabe-se que o correto é entrar na realidade ficcional do idoso, e se é para fazer isso, que seja da forma mais descontraída possível."
E para manter o bom humor, nada melhor do que o vídeo abaixo.


"Nossa essência consiste em permitir que pessoas embarquem e desembarquem da nossa vida enquanto seguimos um determinado caminho. Alguns descem antes e outros ficam até o final da viagem, mas o nosso erro está em supervalorizar esses momentos de partida, e não a viagem em si.
Quando eu ficava por horas olhando minha vó tricotar na poltrona, eu já estava superando sua perda e nem sabia. Quando eu ia à padaria comprar aquilo que ela mais gostava para o lanche da tarde, eu estava superando a perda. Quando passávamos a tarde vestindo fraldas e rindo, eu estava superando a perda. No fim das contas, quando tudo aconteceu, eu já havia superado a sua perda. O que eu quero lhe dizer é: a vida junto com essas pessoas tem muito mais valor que o momento de suas partidas. Não é esse último segundo que define toda  jornada, é a forma como decidimos viver dentro desse relacionamento que define o quão bem ou mal ficaremos após sua partida."
Fernando Aguzzoli
Quem, eu? Uma avó. Um neto. Uma lição de vida.
Editora Belas Letras

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Almoço em Família- Aniversário do Patriarca

 Marina e Marco, meus adoráveis e assustadores pestinhas!
Papis e a seca da minha irmã.
 Papis fez aniversário no começo do mês e por mais incrível que pareça, conseguiu uma façanha: reunir os filhos! Esta tarefa ficou difícil depois que minha irmã se mudou para Florianópolis. Para agravar, eu e mamis nunca saíamos juntas, pois uma das duas tinha que ficar em casa, em Porto Alegre, para cuidar da bicharada. Por mais que se tentasse, ficava pesado para uma das partes. 
 Self da Marinéca com a tia(esta que vos escreve) e Leonardo.
Com a minha mudança para Maquiné e por mais triste que seja admitir isso, com a partida precoce da minha irmã mais nova, a dogue-alemão com complexo de poodle, Serena, as coisas ficaram mais fáceis para mim e para a mãe. 
Maquiné fica no meio do caminho de Porto Alegre para Torres então, ficou barbada para mim, visitar papis e mamis na praia de Torres, onde eles têm apartamento, e sem a Serena, a mãe também consegue sair tranquila agora. Pode parecer besteira, mas quem tem bicho e se preocupa com eles, e mima demais, acaba se privando de muita coisa. Sim, pode parecer exagero, mas este é o fato. 
Self da Marinéca com meu irmão, que é tio e dindo dela.
Self da Marinéca com o vovô e a vovó.
 E fato também, foi que aconteceu um almoço com toda a família!! A parte mais pesada ficou com a minha irmã, que teve que ir e voltar no mesmo dia, pois tinha compromisso no sábado de tarde e de noite em Floripa. A viagem dela é de 275 km de ida e mais 275 de volta, no mesmo dia, com a ponte de Laguna em obras e quase sempre provocando congestionamento, mas ela fez este sacrifício e veio, no domingo,  para o almoço de aniversário do seu Rô, que foi muito bom, apesar da chuva.
Leonardo com cara de choro e um copo vazio na mão, e meu cunhado Diego.
 Mas a chuva não atrapalhou em nada, pois ninguém tinha intenção de sair do apartamento. Os meus sobrinhos, Marina, com 17 anos, e Marco, com 13, só querem saber de jogos no celular, internet, essas coisas. Dois doentes! Adoro tirar sarro deles com esta situação! Sempre brinco que vou levá-los para o Recanto onde eles terão que trabalhar na terra, andar de caiaque e bicicleta, e não terão direito a usar internet. Este é o fim para eles!
 Levei um pudim de sobremesa e Leonardo sempre fotografa eu, desenformando pudim. Poderia fazer um álbum, só com essas fotos. ...acho que vou fazer...
Uma vovó entre dois gigantes.
 Eu não via meus sobrinhos desde março, quando vieram a Porto Alegre para o casamento da minha prima, Marília. Não é muito tempo, mas levei um susto quando vi os dois na porta do apartamento. Em março, Marina estava com o cabelo liso, apenas com uma mecha vermelha, não todo vermelho como agora, e sem piercing no nariz. Acho que o Marco ainda não estava maior que a Marina, estava pouca coisa menor, mas agora ele passou dela! Ah, e nenhum dos dois estava usando óculos de grau. 
 Até o vovô já ficou para trás. Que horror!
Natal de 2012. Não faz tanto tempo assim... quem será que levou este meu sobrinho embora???
Novembro de 2014.
 Cabelo ruim é marca registrada da família. Esta foto era para ser só das cabeludas da família, como diria meu irmão: Alceu Valença, Moraes Moreira e Maria Bethânia, mas o Marco se meteu atrás. Aliás, meu cabelo também renderia um álbum, ou uma postagem só para ele. Acho que foi o Ronaldinho Gaúcho quem falou uma vez: "cabelo ruim é como bandido, ou tá preso, ou tá armado". rererere Adoro essa! 
E aqui está a foto semi-oficial da família Adams, quer dizer, da família Bossle. Não é oficial porque está faltando o tio Serginho, irmão do meu pai, que não pôde estar presente neste almoço. Espero que aconteçam muitos e muitos encontros como estes! Amo muito tudo isso!

domingo, 16 de novembro de 2014

Massa ao molho de tomate e azeitonas de uma panela só

Eu amo cozinhar, pena que não sei direito! Mas acho que estou aprendendo! 
Leonardo viajando, eu solita, dia perfeito para colocar em prática a receita da Rita Lobo, Penne ao molho de tomates e azeitonas de uma panela só, receita boa e rápida para quem mora sozinho, ou está sozinho, como eu. Eu não cheguei a ver o programa, que adoro, mas a mãe, que também gosta de assistir os programas de culinárias da GNT, viu e me contou. Fui lá no site, na página da Rita Lobo, e  preparei o meu almoço de domingo. Aliás, como boa italiana que não sou, mas tenho sangue de, domingo para mim, é dia de macarronada. Amo massa!!! Se dependesse da minha vontade, acho que comeria massas todos os dias. A receita da Rita Lobo está linkada logo ali em cima, no título da receita, mas eu estava tão empolgada na hora de fazer esta massinha, que caprichei na produção para fazer uma postagem, lembrando a própria Rita, que sempre fotografava seus pratos logo após a preparação. Então, lá vai a minha massa de uma panela só.
 Ingredientes:
-  alho
-  1 colher de sopa de extrato de tomate
-  1 xícara de massa
-  1 xícara de tomates-cerejas
-  5 azeitonas
-  1 1/2 xícara de água
-  manjericão
- 1 copo de martini com cereja
Na receita original ia cebola, que não tenho nunca em casa porque o Leonardo não gosta então, usei 2 dentes de alho ao invés de um (amo alho!)
 Outra alteração que fiz foi com o tipo de massa. Como não tinha penne, usei esta espiral que já estava aberta e como sou gulosa, coloquei duas xícaras ao invés de uma....
Deve ter ido um pouco mais de tomate cereja porque usei todo o resto que ainda tinha dos tomatinhos que nasceram na casa da minha irmã, em Florianópolis e ela trouxe um monte deles quando veio para o aniversário do pai. Que vergonha! Eu que moro num sítio e a minha irmã que manda a produção de tomates que nasceram no meio do mato. Minha sobrinha disse que não aguentava mais colher e comer tomate-cereja, de tanto que tinha. Já semeei alguns aqui no Recanto, vamos ver se vão vingar e sobreviver ao ataque das formigas.
O manjericão também veio de Floripa. Aliás, que manjericão viajado este. Minha irmã plantou ele num balde, lá na casa dela, e acabou dando para a minha mãe, que levou o dito para Porto Alegre. A mãe não tinha onde plantá-lo e deu pra mim, que já transplantei o moço para a terra e futura horta.
Não tenho extrato de tomates em casa então, usei um pouco daqueles tomates pelados em lata, que tenho comprado para matar minhas saudades de tomates, que o Leonardo também não gosta.
E por último, usei azeitonas verdes porque não tinha das pretas.
 Daí é aquele básico, refoga o alho, acrescenta o extrato de tomate, sal, a massa, os tomates-cerejas, as azeitonas e a água. Mexe bem, adiciona as folhinhas de manjericão, tempera com pimenta-do-reino a gosto, mistura e deixa ferver até ficar no ponto.
 Voilà!!!
A foto acima foi só para a produção. :-) Não comi na varanda olhando o rio porque estava muito calor, só quis caprichar nas fotos para a postagem ficar mais parecida com o programa da Rita Lobo, que eu adoro! Tem receitas práticas e muitas dicas para quem gosta de cozinha, desde utensílios até livros.
 Depois da foto "oficial" com o rio de plano de fundo, sem planejamento saiu esta foto com o Costelinha de plano fundo, babando pela minha massinha, que ficou uma delícia!!!
Ah, o martini foi para a cozinheira, que bem balaqueira que é, gosta de bebericar enquanto cozinha. Até parece...