terça-feira, 19 de agosto de 2014

Detalhes tão pequenos de nós três.

 Até começar a namorar o Leonardo, eu morava sozinha na casa ao lado dos meus pais, mas não foi uma mudança sonhada ou programada, simplesmente aconteceu porque a casa estava "dando sopa". Explicando melhor, eu confesso, sem vergonha nenhuma, que nunca SONHEI em sair de casa, ao contrário da minha irmã, que aos sete anos de idade anunciou que iria morar sozinha assim que pudesse. 
Eu sempre fui mais tancinha que meus irmãos, mais pacata e muito caseira! 
Sempre sonhei em ter um sítio, uma vez inclusive, eu e uma amiga planejamos ter um, cujo nome seria "o Sítio das Galinhas Felizes", já que somos vegetarianas. 
Então o Leonardo chegou, "juntamos a fome com a vontade de comer", e o sonho do sítio está se concretizando e como é bom ajeitar a casa, colocar cada enfeite, cada planta, cada detalhe! 
Arrumando algumas coisas na casinha do Recanto dias desses, percebi como gosto de alguns detalhes da nossa casinha, da nossa futura morada.
Na primeira foto está o sino, na varanda da casa, que compramos juntos aqui em Porto Alegre, passando por uma loja de decoração após um delicioso almoço.
Além de decorativo, serve para chamar o Leonardo para o almoço.
A saboneteira é uma das muitas conchas que juntamos num passeio até São José do Norte e Rio Grande.
 Adoro este detalhe idealizado pelo Leonardo, que usou uma das conchas para fazer o papel de puxador da porta de tela contra mosquitos da casa.
Continuando na família das conchas, os dois quadrinhos que fiz e estão na parede do corredor. Um quadrinho está com conchas trazidas da praia da Pinheira e o de baixo, com conchinhas de Rio Grande e Rondinha. A foto não ficou boa mas adoro eles também! 
 Este detalhe nós ganhamos da Betina e do Ilmar, irmã do Leonardo e o esposo. Coinscidentemente, eles compraram o vasinho de boas-vindas na mesma loja onde compramos o sino. Havíamos recomendado o restaurante do delicioso almoço a eles, que passaram pela mesma loja e viram o vaso, que adoro e está ao lado do sino.
 Este detalhe não se compra em loja e ainda bem! O comedor foi feito pelo Leonardo e os passarinhos já se acostumaram com a mordomia do milho. Que bom se todos pudessem ter este detalhe em casa!
 Quando estivemos em Florianópolis para fazer a volta na ilha de caiaque, vi este calendário e sugeri que o Leonardo comprasse de aniversário para a mãe dele, só que ele gostou tanto que comprou para a nossa sala. Pior que a sogra adorou e nem sabe que era para ser dela.
Ah, estes detalhes peludos estão por todos os cantos! Também adoro eles, ainda mais mostrando a pança deste jeito para pedir carinho!
E por fim, o detalhe da janela: a floreira que o Leonardo resolveu fazer sem me consultar, comprou e plantou os gerânios por conta própria. Quando cheguei já estava tudo pronto, foi só esperar florescer!
Estes são alguns dos detalhes da nossa casinha que eu adoro! Ainda tem muita coisa para fazer, mas muita coisa mesmo! Mas amo cada detalhezinho que criamos, ou compramos e amamos! Eu, Leonardo e nossa casinha!

domingo, 17 de agosto de 2014

Dia dos pais

 No domingo dos pais, Leonardo e eu tomamos café com meu pai, em Porto Alegre, e almoçamos com o pai dele em Nova Petrópolis, como tem sido nos últimos anos.
 Tombinho, comodamente instalado ao lado do fogão à lenha, foi junto no almoço afinal, é o querido do pai!
Na casa da vó Sonja e do vô Egon, Trumbico tem tratamento pra lá de especial, com permissão para ficar na sala na hora do almoço, só de olho na lasanha que a vó fez.
 O pai Leonardo deu presente para seus pais e até para a mãe (euzinha)!!
Além de um presente comestível, que adoro demais, ganhei um lindo cartão feito pelo Leonardo! 
E o pai só ganhou beijinho...
 Um passeio pelo jardim dos sogros é sagrado! Infelizmente, estou longe de ser uma boa fotógrafa e não consegui captar o colorido que aparece nesta imagem, o fúcsia das Azaléias, o branco das Magnólias e lá no fundo tem uma roseira-trepadeira que subiu pelas árvores e tem um colorido e uma delicadeza impressionante, a rosinha é bem pequena e cor de laranja.  Como as flores estão muito altas, não tinha como registrar mas são várias florzinhas que deixam as árvores coloridas.
 A Magnólia ao lado da casa, que aparece na foto acima, é branca.
 E a Magnólia que tem na frente da casa é mais rosada. Na verdade, parece que a Magnólia do lado também é rosa, mas está esbranquiçada e agora, a sogra comprou uma terceira muda de Magnólia, esta sim branca, mas ainda não floresceu.
 Os narcisos ou junquilhos do jardim dos sogros, é amarelo. Fiz uma rápida pesquisa e não cheguei a nenhuma conclusão se Narciso e Junquilho são a mesma coisa.

 Na hora de ir embora fui esquentar a água para o chimarrão e o gás acabou. A sogra não nos deixou sair sem a água quente e pediu um novo botijão por telefone. Enquanto esperávamos o caminhão chegar com o gás, Leonardo e a mãe ficaram analisando uma trepadeira que quase tomou conta das árvores da frente da casa dos sogros. A sogra fez questão de explicar as fases da flor, que registrei na ordem em que  aparecem aqui.



 Leonardo, o caçador de sementes, já coletou algumas para sua coleção.
 Leonardo e a mãe caminhando na frente da casa e na frente das árvores tomadas pela trepadeira.
 Trumbico esperando a gente na frente da casa.
 E brincando com seu  novo brinquedinho, a porquinha Cícera, enquanto o pai carrega o botijão de gás lá no fundo da foto.
Depois de um domingo agitado, Tombinho volta dormindo no carro, como uma criança que agitou um monte na casa dos avós.
Tem quem ache exagero ser pai ou mãe de bichos, mas quem não tem filho, caça com cachorro! E feliz todos os dias de todos os pais, de humanos e não-humanos!

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A primavera chegando no Recanto

Foto do Leonardo
 Leonardo e eu tivemos que resolver umas coisinhas em Osório e aproveitamos para fazer um bate-e-volta até o Recanto para levar mais algumas tralhas da mudança. Logo na chegada, Leonardo avistou um gavião no galho da Timbaúva, que saiu voando com a tentativa de aproximação dele. Mesmo assim, deu para fazer um belo registro!
Logo na chegada, algo vermelho me chamou a atenção no meio do verde do Recanto. Era uma flor no alto de uma jovem árvore, fina e comprida.
Leonardo trouxe a muda da praia e ela se deu muito bem no Recanto, crescendo super rápido e florescendo em seguida. Não sabíamos o nome da dita e procuramos na internet.
 Trata-se da Erythrina Speciosa ou Mulungu-do-Litoral.
"Uma das mais belas árvores brasileiras, o mulungu-do-litoral, apresenta inflorescência em forma de candelabro, composta de flores de coloração vermelho-vivo, muito atrativa para os beija-flores. O tronco é espinhento e a madeira é leve, mole e pouco durável. As folhas são grandes, em formato de losango e caem no inverno, desta forma a árvore permanece destituída de folhagem durante a floração. O florescimento ocorre no final do inverno e início de primavera. Os frutos são do tipo legume (vagem). Ocorrem ainda cultivares de flores cor de rosa e salmão.
  Nativa da mata atlântica, ela aprecia a umidade, vegetando bem em terreno brejosos, à beira de rios e no litoral. Tem excelente efeito paisagístico, pois além da beleza singular,produz boa sombra no verão e permite a passagem de luz no inverno. Seu porte é de 3 a 5 metros de altura.
Deve ser cultivada a pleno sol, em solos férteis e úmidos, preferencialmente ricos em matéria orgânica. Multiplica-se principalmente por sementes, que não necessitam nenhum tipo de tratamento especial, devendo ser plantadas logo que sejam colhidas. Pode ser multiplicada por estacas que apresentam rápido desenvolvimento também." 
Fonte: http://www.jardineiro.net/plantas/mulungu-do-litoral-erythrina-speciosa.html/ 
Em outro link, que não lembro qual, li que ela é polinizada pelos beija-flores. Perfeito!
 A outra surpresa ficou por conta do Jasmim dos Poetas do caramanchão, que estava tomado de cheirosas flores!
 Mais uma vez, fez falta o dedo de um fotógrafo bom para registrar as flores do Jasmim que eu tanto sonhava! E se foto tivesse cheiro...
Foto do Leonardo
 Quase na saída, Leonardo me chamou para ver uma flor diferente na beira do rio.
Foto do Leonardo
 Quase não acreditei quando vi! Era a flor que a mãe tanto ama e costumava comprar na florista que vendia flores na calçada, perto do colégio onde eu e meu irmão estudamos e perto do apartamento onde moramos por pouco mais de um ano, quando eu tinha meus cinco anos de feliz idade.
Ela é super cheirosa e não conseguia lembrar o nome. Leonardo contou que quando cortava a grama perto do rio, viu que era alguma planta diferente e resolveu não cortar para ver o que ia dar. Que pensamento iluminado! Fiquei super feliz com a flor e pedi que o Leonardo registrasse para mostrar para a mãe. 
Foto do Leonardo
No caminho de volta para Porto Alegre, lembrei o nome da flor: Junquilho! A mãe também adorou saber da existência do Junquilho no Recanto!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Um hóspede especial, uma adoção especial!

Domingo, dia 27 de julho, carro carregado para ir para o Recanto, antes de sair, resolvi levar uma comida para o cachorrinho do meu tio, que é meu vizinho. Na calçada havia um monte de galhos cortados das trepadeiras da casa da mãe no dia anterior e escondido no meio deste monte, um cachorrinho assustado parecia se esconder, ou se proteger. 
Conheço bem a cachorrada da rua e arredores, mas aquele linguiça eu nunca tinha visto e ofereci a comida do Black Jack para ver qual seria a sua reação. Ele não gostou muito da minha aproximação então, deixei o prato perto dele e me afastei. Não demorou para ele começar a comer com muita vontade. Neste momento, reforcei a suspeita de que se tratava de um cão perdido e já comecei a pensar o que eu deveria fazer.
Voltei para casa, preparei mais um pratinho e levei para o Black Jack, o cachorro do meu tio. Quando passei pelo linguiça, ele levantou e veio na minha direção, bem menos assustado e pensei. "ih...ferrou!" Levei a comida para o Black e na volta, sentei no meio-fio com o linguiça, que fedia muito e se acomodou bem ao meu lado para receber carinho. Minha cabeça já estava à milhão! O carro já estava pronto para a saída e junto iam 7 cães (Tombo, Costelinha, Sissi, Olívia, Pituca, Serelepe e Brigitte), não teria como levar mais um que não conheço direito e também não poderia deixar um desconhecido para a mãe e a dona Neusa cuidarem.
Chamei o Leonardo e apresentei o linguiça esperando um sinal qualquer e recebi o sinal positivo para dar um banho no fedido. Resumindo, acabamos deixando a Brigitte e levamos o linguiça, que recebeu do Leonardo o nome de Lango Lango. Ele ficou super quietinho no banho e se comportou muito bem na viagem, reforçando mais ainda a minha suspeita de se tratar de um cão perdido.
Apesar disso, não encontrei nenhuma anúncio de cão perdido com as características do Lango Lango e acabei publicando um anúncio dele para adoção. 
Não posso ficar com mais bichos, estou além do meu limite! Por sorte, no mesmo dia apareceram interessados nele. 
Ele estava super à vontade com a gente e com a cachorrada, só não gostou dos gatos. Mais um motivo para não ficar com ele e por atazanar tanto os bichanos, recebeu um segundo nome: Xaropinho.
Então chegou o outro domingo, dia 3 de agosto, e o Lango Lango Xaropinho, que recebeu do meu pai o apelido de Roda Baixa,  tomou outro banho para esperar seus novos donos. Eu estava feliz por ter conseguido uma adoção tão rápido, mas estava triste porque ele teria que passar por mais uma mudança, mais um stress, já que ele estava bem agarrado comigo.
O Lango Lango Xaropinho Roda Baixa, que eu também chamava de Linguiça, se mostrou um cão obediente, com um bom temperamento. Não gostava de ficar sozinho, chorando sempre quando eu saía da vista dele, e era um pouco taradinho, perseguindo o Costelinha e a Olívia de maneira incansável, mas fora isso, foi um hóspede encantador e tenho certeza que a Maria Helena e seu filho Iuri fizeram a escolha certa para o parceiro da cachorrinha deles, a Cléo.
Conheci a Maria Helena, do blog Enkantos da Lena, há mais de ano, neste maravilhoso mundão virtual, através de nossos blogs e depois, do Facebook, e viemos a nos conhecer pessoalmente de uma forma bem diferente do que eu imaginava, mas nem por isso, menos prazerosa, já que estávamos as duas interessadas no bem-estar do Linguiça Lango Lango Xaropinho Roda Baixa e agora, simplesmente, Tob, o companheiro da Cléo! Obrigada Maria Helena, Iuri e Cléo por receberem o Tob como um novo membro da família! E obrigada Leonardo, por me apoiar em mais um resgate e mais um final feliz!

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

O reencontro de dois irmãos após sete anos.

 Era uma vez uma cadela sarnenta e seus quatro filhotes, também sarnentos, que viviam num sofá virado no meio de um lixão. Eles foram recolhidos, tratados e encaminhados para a adoção. Quase todos foram doados separadamente, menos o Tinho, quer dizer, ele foi doado quatro vezes e devolvido quatro vezes... Cada membro desta família foi para um lado, ou seja, foram separados e nunca mais se viram e pior, perderam contato. Apenas os dois irmãos, Tinho e Rabão tinham notícias um do outro, através de seus tutores, mas nunca mais se viram... e assim foi por sete longos anos, até que...
Tinho com Leonardo e Rabão, quer dizer, Ody com Fernanda.

O Tinho saiu de Porto Alegre e foi até a cidade vizinha, Cachoeirinha, rever seu irmão Rabão, ou melhor, ex-Rabão, agora Ody Rabão Marino.
O Tinho Tinhoso recebeu este nome por acaso, mas caiu perfeitamente bem com o seu tinhoso temperamento. Não foi à toa que ele foi devolvido quatro vezes, digamos que ele é um pouco mau-humorado com outros cães, mas para surpresa de todos, ele se comportou super bem com seu irmão Rabão, quer dizer, Ody.
Fernanda, Ody Rabão Marino e eu.

O Ody Rabão Marino foi adotado por um jovem casal e é o xodó de toda a família. Assim como o mano Tinho, ele sofre de excesso de gostosura e suas roupas deixaram de servir então, sua mãe Fernanda resolveu doá-las para o mano Tinho.
Foi um reencontro muito legal! Obrigada Fernanda e Rodrigo por cuidarem tão bem do querido Rabão e sempre lembrarem do Tinho!
De volta a Porto Alegre, Leonardo e eu resolvemos aproveitar o belo domingo e passear mais um pouco com o Tinho Tinhoso, já que havia se comportado tão bem no reencontro com o irmão, e fomos até o Parque Germânia.
Não sei se foi o calor mas o Tinho não estava muito animado. Tentamos fazer algumas fotos mas ele estava muito jururú.
Leonardo até tentou animá-lo mas ele continuou desanimado por isso, não ficamos muito tempo no Parque.








Então voltamos para casa, onde o Tinho continua sonhando com a adoção.
Das quatro roupinhas que ele ganhou, esta foi a que ficou melhorzinha, ou seja, o Tinho tem um pouquinho mais de gostosura que o irmão. :-)
Fotos do Leonardo, da Tiane e do Rodrigo.