quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Um dia de turista em Torres

No morro do farol com a Ilha dos Lobos ao fundo.

 Conforme prometido aos incontáveis leitores do meu blog... (pausa para gargalhar...) aqui vai a postagem com as fotos do passeio que fizemos a Torres com nosso hóspede paulista. Como são muitas fotos e me empolgo muito escrevendo, tentarei fazer uma rápida legenda, quando necessário.
Apenas para introduzir, frequento Torres há anos, meus pais veraneiam nesta praia, estou morando perto e tenho ido uma vez por semana lá, mas fazia muito tempo que eu não passeava pelos pontos turísticos desta bela praia gaúcha. O dia estava lindo e adorei demais o meu dia de turista em Torres.
Na foto acima, Leonardo e Fuchs estavam estudando o mar para ver qual o melhor local para entrar de caiaque, já que fomos lá para eles remarem até a Ilha dos Lobos e surfar um pouco.
 Esta é a Ilha dos Lobos que fica a apenas dois quilômetros da costa, é a menor unidade de conservação ambiental do Brasil e a única ilha oceânica aqui do Estado. Foto do Leonardo
Da praia só se vê uma espuma branca no horizonte, muitos podem achar até sem graça, mas de perto percebe-se que a ilha é uma formação rochosa que serve de refúgio para leões marinhos, focas e morsas, ou seja, é de grande importância para este animais e também por isso, é proibido o desembarque, pesca ou caça marinha na ilha. Só na ilha mesmo, pois os barcos pesqueiros e turísticos andam bem pertinho dela.  Foto do Leonardo
Eu e o chima no morro do Farol com a Prainha ao fundo.
Foto do Leonardo
 Do morro do Farol fomos para o Parque da Guarita, cujo ingresso custa R$ 5.00 por carro.
 Praia à vista!
 Subindo o morro da Guarita.
 Tinha lixo no meio do caminho. No meio do caminho tinha lixo...
Eu no último acidente geológico do litoral gaúcho, ou seria o primeiro? Bom, a questão é que depois disso, o litoral gaúcho é uma "retura" só! Foto do Leonardo
Leonardo admirando uma das suas grandes paixões: o mar!
 O Parque José Lutzemberger, mais conhecido como Parque da Guarita.

Eu não sei por que, mas o mar enfeitiça as pessoas. Há um bom tempo já, que observo como as pessoas são capazes de ficar horas e horas numa praia, nas pedras, ou nos molhes, paradas no lugar apenas olhando para aquela imensidão azul. Os pensamentos voando na cabeça e o corpo paralisado.  



 De cima do morro da Guarita, Leonardo fotografou um vôo de parapente no Morro do Farol.

Eu e ele!

Eu pensava que o Parque da Guarita tinha uma grande área verde para dentro e qual não foi a minha decepção quando vi que um condomínio estava crescendo bem atrás do Parque.
Descemos do morro da Guarita e passamos pela praia.
O morro da Guarita visto da praia.
Quem tem a aventura no sangue como o Fuchs e o Leonardo, não consegue ver um paredão sem procurar por grampos e vias. E ali tinha mesmo, mas devem ser de outros tempos porque hoje não deve ser permitido escalar ali.

Passando pela praia fomos até a outra formação rochosa do Parque. Leonardo me fez ficar parada por um bom tempo, esperando que uma onda quebrasse atrás de mim para fotografar.
Demorou um bocado mas finalmente veio uma onda para refrescar minhas costas.
Vista de baixo para cima. Lá em cima, bem pequeno, dá para ver o Fuchs com a mão na cabeça. 
Foto do Leonardo
E de cima para baixo. 
O visual é deslumbrante!
E impressionante foi o fato de que, uma semana depois que estivemos ali, neste mesmo lugar das fotos, três pessoas morreram afogadas. Foi na última sexta-feira, numa excursão de adolescentes, três delas foram tirar fotos ali quando uma onda as levou. O monitor conseguiu salvar uma delas e acabou morrendo, tentando salvar as outras duas que também morreram. Fiquei chocada! No dia em que estivemos no Parque, o tempo estava bom e o mar, relativamente calmo. Lembro bem que na sexta-feira da tragédia, o tempo estva muito ruim aqui no sul e o mar devia estar bem mais brabo do que aparece nas fotos. Que coisa triste!
Aqui existem duas fendas e aquele poço vira um liquidificador por causa da água que entra e se choca com a água que está saindo.
Fuchs espiando uma das fendas, onde Leonardo que vir remando num dia de mar bem calmo.

 Para encerrar a visita ao Parque da Guarita, fotos do trio. 
Baita passeio! Baita cara legal este Fuchs! O dia não acabou aqui, depois fomos para a praia para o surf mas estas fotos deixo para uma outra postagem senão, esta ficará maga gigante. Não deixem de visitar Torres! Baita praia!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Tombinho e o Natal

Então é Natal e todos começam a fazer planos e avaliações, mesmo que sendo avaliações com segundas intenções...

sábado, 6 de dezembro de 2014

A semana. E que semana!

êita, semaninha corrida esta!
  Leonardo viajou pelo terceiro final de semana seguido. Olhando assim, parece que ele só está se divertindo e está, mas encaramos isso como um investimento, já que ele está fazendo cursos para ser instrutor de caiaques. Assim que voltar desta última viagem, estará apto para dar aulas. Oba!
 Enquanto ele voa as tranças com os caiaques, eu vou voando com os pais dele. Foi a segunda vez que levei os sogros para passear em Torres. Os sogros veraneiam na praia de Rondinha, que fica no meio do caminho entre Maquiné e Torres então, aproveitamos para sair da rotina e dar um passeio por esta praia que eu adoro! Sem contar que Maquiné e Rondinha não têm bancos e nem um comércio variado então, aproveitamos para fazer as comprinhas da semana.
Na foto acima,  Egon e Sonja estão às margens do rio Mampituba, que divide os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nós estamos no lado catarinense, na cidade de Passo de Torres. Do outro lado do rio, onde aparecem os prédios, é a cidade de Torres.
 O sogro nos molhes, ainda no lado catarinense.
 Estava um belíssimo dia!

Depois do almoço voltamos para Rondinha e tentei incentivar o sogro a montar o quebra-cabeça que Leonardo comprou para eles. O presente foi para os dois, mas a motivação maior era para que o sogro exercitasse um pouco a mente, o que ele não tem feito muito, já a sogra, exercita por ele e por ela, faz palavras-cruzadas em português, em alemão, lê bastante, assiste TV, ouve rádio, fica a par de tudo o que acontece no mundo. Seu Egon já acha tudo isso uma perda de tempo, sempre preferiu exercitar o corpo, pedalando muito principalmente, mas desde que começou a apresentar sintomas do Alzheimer e demonstrar perda de orientação, a família achou melhor que ele não saísse mais para pedalar sozinho e isso o deixou mais deprimido ainda.  Eu fiquei mais empolgada que ele, montando o quebra-cabeça.
Continuando a semana, um dos meus gatos, o Quindim, se foi! Infelizmente, os gatos têm ficado presos no gatil, o que não era a ideia original, mas também não planejamos a chegada da Olívia, uma cadelinha que apareceu aqui com duas filhotes, e que não gosta de gatos, já atacou dois, mas não chegou a matar. Enquanto não consigo um novo lar para a Olívia, que pula a cerca dos canis, os gatos estão ficando deprimidos no gatil e  acredito que isso tenha acelerado a morte do Quindim. O que tenho feito agora, é , revezando, trago alguns para dentro de casa durante a noite, já que eles ficavam dentro de casa em Porto Alegre e estão sentindo muito toda esta mudança. Acho que tem ajudado um pouco.
 Para alegrar e colorir os meus dias, a Maravilha floresceu! Não tenho certeza se é este o nome dela, mas eu e a mãe conhecemos assim e temos ela na casa em Porto Alegre há muito anos! Ela fica fechada durante o dia, abrindo durante a noite com um  perfume maravilhoso! Tem flores muito coloridas, é super resistente e depois que a flor morre, ela dá uma sementinha preta, que parece um cocozinho de cabrito. É só largar na terra que nasce uma nova muda. 
Esta mudinha nasceu num vaso que trouxe de Porto Alegre e arrisquei o  transplante com sucesso! Agora é só esperar vir a sementinha e espalhar pelo Recanto.
Tive que ir ao centro da cidade para comprar carne para a Merengue, outra gatinha que também está doente. Só assim para eu comprar carne mesmo! Eis que na estrada encontro este baita boi! Que coisa mais grande e linda! Ele estava bem na beirinha da estrada, eu nem desci do carro para fotografá-lo e me surpreendeu a tranquilidade dele, que não se afetou com a minha presença. 
 Uma noite dessas, assistindo um filme, deu Aquela vontade de comer pipoca. Leonardo não é muito chegado em pipoca doce então, aproveitei que ele não estava e fui na internet em busca da receita da pipoca doce perfeita. E não é que achei??? Fiz uma pipoquinha igual a dos pipoqueiros e é fácil demais!
Ficou como eu gosto! 

 1 xícara de café, bem cheia de açúcar
1 xícara de café de milho
1 xícara de café de água
1/2 xícara de óleo
Coloque todos os ingredientes na panela pipoqueira, mexa para misturar os ingredientes, tampe a panela e só volte a mexer quando os milhos começarem a estourar. Demora um bocadinho para estourar, mas vale à pena porque fica bom demais! Se quiser uma quantidade maior é só dobrar a receita. Eu peguei a receita deste vídeo aqui. A guria que dá a receita é meio chatinha mas enfim, foi com ela que aprendi a fazer a pipoca doce perfeita.
Eu adoro programas de culinárias e adoro os da GNT. Dias desses, vi a Carolina Ferraz ensinando a fazer uma pipoca doce também e pelo que vi, é uma receita muito parecida e pode ser feita na panela comum, não precisando ser uma panela pipoqueira.
E ainda na semana, Leonardo voltou de viagem com um amigo, o professor do curso de canoagem. No último final de semana (29 e 30/11), eles estiveram em Mariscal-SC, finalizando o curso. Ali, Leonardo entrou aluno e saiu instrutor. Neste final de semana (6 e 7/12), Leonardo e o amigo e professor Christian, foram para Pelotas, aqui no RS, para juntos, ministrarem um curso.
Entre um final de semana e outro, Christian ficou aqui no Recanto, para não ter que voltar para São Paulo, e trabalhou bastante. Passava o dia todo na internet tentando resolver os negócios dele lá em São Paulo, onde ele fabrica caiaques (Eclipse Caiaques), e tem uma empresa de aventuras em caiaques oceânicos, a Aroeira. No último dia, "tiramos" o dia de folga e fomos passear, adivinhem onde? Em Torres, de novo!!!! É que Torres é bonita demais! Na verdade, as praias do sul são todas iguais e Torres é totalmente diferente, além de ter as melhores ondas para o surf e os "meninos" finalizaram o dia surfando com os caiaques. Este passeio merece uma postagem exclusiva por isso, por hora publico apenas estas duas fotos no Parque da Guarita.  As outras ficam para a próxima postagem.
Como na vida nem tudo são flores e pipoca doce, a semana terminou bastante tensa!
Esta é a Pituca, filha da Olívia, que falei no início da postagem, lembram? A cadelinha que apareceu aqui no Recanto com duas filhotas e que preciso doar por causa dos gatos. Pois bem, quinta-feira passamos o dia fora, em Torres, e chegamos tarde da noite, eram mais de 22h30. Chegamos e fui dar comida para a bicharada e então percebi que a Pituca não apareceu para comer. Chamava, chamava e nada! Leonardo pegou a lanterna e saiu procurando por ela e a encontrou caída no meio do mato, com a pata muito inchada e com muita dor, não conseguia levantar e gritava muito quando tentávamos tocá-la. Conseguimos levá-la para baixo e notamos que haviam duas perfurações onde a pata estava inchada e passamos a desconfiar de picada de cobra.
Eu não tinha a menor ideia de como era uma picada de cobra, não sabia que inchava e doía daquele jeito. Achei que picada de cobra fosse pá! pum!, mordeu! morreu! Corri para o Face para ver se encontrava on line, algum veterinário amigo, e também procurei "picada de cobra em cães" no sr. Google. Ao ver as imagens que o sr. Google enviou, passei a reforçar a hipótese de picada. Encontrei a Lisi no Face, uma grande amiga e veterinária, que está morando do EUA. Falei com ela, que sugeriu que a levássemos a uma clínica veterinária para tomar o soro antiofídico. 
 Leonardo e Christian tinham que pegar a estrada cedo no outro dia, rumo a Pelotas para ministrar o curso no final de semana. Não é qualquer clínica que tem o soro antiofídico e com certeza, teríamos que ir até Porto Alegre para achar uma clínica com plantão 24 hs e com soro. Não tínhamos certeza se realmente se tratava de picada de cobra e muito menos, o tipo de serpente, que precisa saber para saber o tipo de soro. Como as marquinhas que desconfiávamos ser a picada, estavam com um sangue já bem seco, provavelmente ela teria sido picada há bastante tempo. Por tudo isso, por esse monte de dúvidas e incertezas, resolvemos esperar o dia amanhecer para pensar o que fazer.
Chegou a sexta-feira. Leonardo e Christian pegaram a estrada para Pelotas e eu, depois de ligar para a Toca dos Bichos, em Porto Alegre e pesquisar mais um pouco sobre picadas de cobras, coloquei a Pituca dentro do carro e também peguei a estrada para Porto Alegre, direto para a Toca dos Bichos. Ela foi direto para o soro mas não ia mais tomar o soro antiofídico porque só adianta, até 4 horas após a picada. O veterinário confirmou se tratar de picada de cobra, muito provavelmente, de uma peçonhenta e das grandes, já que a distância entre as marcas era grande e a altura da picada também. Normalmente elas picam nas partes mais baixas, mais próximo às patinhas ou nos focinhos e a marca na Pituca está próximo ao ombro dela.
O veterinário disse que teremos que aguardar a evolução do quadro durante a semana, ela ainda corre risco de morte e de gangrena, mas ele estava esperançoso de que a cobrinha já tivesse usado seu veneno em alguma outra presa e na hora de atacar a Pituquinha, talvez não tenha injetado todo o veneno, pois ela tinha sensibilidade na patinha e os olhos bem brilhantes, bons sinais para quem foi picado há bastante tempo.
Então, termino esta baita postagem torcendo para que a doce Pituquinha volte logo para casa para mostrar sua pança para a gente, como fez nesta foto de setembro.
E um ótimo final de semana a todos!