sábado, 19 de abril de 2014

O abacateiro dos vizinhos

 Este é o pátio da casa dos meus pais onde tem um lindo e carregado pé de abacates. Tem tanto abacate, mas tanto abacate que os galhos estão bem perto do chão, dá para colher os abacates mais baixos sem nenhum sacrifício.
 O detalhe fica por conta de que na verdade, o abacateiro não é dos meus pais e sim, dos vizinhos deles. A árvore nasceu no pátio da casa da minha irmã, que vendeu a casa, pois foi morar em Florianópolis. Acho que o sonho do abacateiro sempre foi viver no pátio da mãe porque a copa dele está toda ali e todos os abacates caem no nosso pátio. No ano passado caiu um ou dois abacates no pátio dos vizinhos, todo o resto, no pátio da mãe, que adora perguntar para o vizinho se ele quer abacate. Aquela árvore encostadinha no muro, na foto acima, é o abacateiro.
 Eis que, dias desses caiu uma chuva com um pouco de vento e o galho maior que "invadia" o pátio da mãe quebrou e só não rompeu de vez porque ficou apoiado na cobertura onde fica o meu carro. Santa cobertura, que evitou estragos no carro e também evitou que o galho quebrasse de vez e tivéssemos que arrancar precocemente todos os abacates.
Como dá para ver, meus pais moravam no meio das duas filhas, minha irmã de um lado e eu do outro, por isso que me refiro ao pátio deles como o "nosso" pátio e, por isso que meu carro fica no pátio deles também, pois a entrada para a minha casa é feita pelo portão dos meus pais. 
 Agora sim, os abacates encostavam no chão.
Até os cachorros podiam alcançá-los e eles adoram comer abacate, diga-se de passagem!
Fiquei muito triste com a quebra do galho e levei um tempo para descobrir onde havia quebrado. Eu estava sozinha em casa, meus pais estavam na praia e o Leonardo trabalhando em outra cidade.
O muro já estava rachado mas ele mexeu mais um pouco com o tombamento do galho.
 Isso, que os abacates ainda não cresceram tudo o que costumam crescer,ainda estão pequenos.
 Resolvi aliviar o peso do galho tirando os abacates e galhos mais baixos.
 A gatinha Babette veio ajudar e brincar correndo atrás das folhas.
Deu bastante "sujeira" de galhos e folhas. Fiquei em dúvida se não seria melhor cortar todo o galho logo, mas não queria fazer isso porque ainda tem muitos abacates neste galho e não queria tirá-los tão cedo, além disso, a logística seria mais complicada e resolvi deixar esse trabalho para os homens. 
Para a minha alegria, pai, mãe e os vizinhos concordaram em deixar o galho como está até acabar a safra, depois vão decidir se cortarão apenas o galho ou toda a árvore, já que ela está forçando o muro. Tadinha! Ainda bem que já plantei um abacateiro no Recanto e tenho outras mudinhas aqui, esperando para viajar.
Este foi o resultado da  colheita forçada com a poda dos galhos. Tem abacate para dar e vender mas quem tá fazendo a festa mesmo, são os passarinhos, que ganham abacate todos os dias.

sábado, 12 de abril de 2014

Dois dias na casa dos sogros em Nova Petrópolis - parte 3 - A ida ao sítio

No nosso segundo dia em Nova Petrópolis o sogro resolveu ir até a chácara para  catar pinhão, já que Leonardo trouxe alguns no bolso quando foram de bicicleta no dia anterior e comentou que não trouxe mais porque não tinha onde colocar.
Fomos na Variant do sogro e Godofredo e Filomena também quiseram passear.
Na verdade, só a Filó queria passear, Godofredo é muito assustado e Leonardo teve que pegá-lo no colo para entrar no carro. E assim ele foi até a chácara. Dona Sonja não quis ir junto por causa dos mosquitos.
O sogro fazendo um agrado no Gôdo para tentar acalmá-lo.
E lá fomos nós!
Os pinhões ficam escondidos no meio de galhos e folhas da floresta que é a chácara.
Há 30 anos que o sogro cuida da chácara plantando árvores lá e hoje é um verdadeiro paraíso com diversas espécies de plantas e com certeza, um recanto para diversas espécies de aves e outros animais.
Um pedaço de uma pinha que não se desgrudou.
Não dá para perceber mas Leonardo está na frente de um cacto gigante. Este tronco fino e comprido, bem na frente dele é um cacto maior que ele.
E aqui, o grande xodó do Leonardo, os eucaliptos que ele plantou quando era criança. Vejam o tamanho das crianças hoje!

Eu sou tão pequenininha...

Sentei em um galho que caiu do eucalipto menor. Quando vi no chão, achei que era uma árvore caída e fiquei procurando a base dela em vão, até o Leonardo mostrar que não era uma árvore e sim, um galho do eucalipto.
Um Brinco de Princesa, uma das minhas flores favoritas e que não consigo cultivar em vasos, como um mato na chácara.
Achamos uma pinha inteira caída no chão mas ela estava podre!
Isto é a chácara, verde para todos os lados!
No final das contas, não colhemos taaantos pinhões mas juntando a minha colheita com a do Leonardo, deu para ferver uma panelada que foi detonada no final da tarde. Leonardo é louco por pinhão!!!
E sempre diz assim pra mim: 
"quer? Tirar o olho do meu pinhão?" :-D

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Dois dias em Nova Petrópolis - parte 2 - Hoje tem tapioca? Tem sim senhor!

O tapioqueiro de plantão.

Os sogros sempre tomam café de noite e Leonardo e eu resolvemos dar uma incrementada no café, testando uma nova receita: tapioca!
Leonardo participou de uma remada com acampamentos há poucas semanas, no Saco de Mamanguá e em outras belas praias fluminenses e paulistas, e o anfitrião preparou tapioca para o grupo. De volta a Porto Alegre, tentamos fazer em casa e quase matamos o Trieste, nosso amigo paraense, de tanto rir com a nossa tapioca. Eu já tinha um saco de tapioca em casa há muito tempo mas nunca criei coragem de fazer. Olhamos na internet e dizia que tinha que hidratar, o que fizemos prontamente, mas devo ter colocado pouca água porque a tapioca criou o formato da bacia e quem disse que queria se desgrudar dali? Trieste ficou com pena de nós e preparou uma tapioca, a comida dos pobres no Pará, como ele chama, e descobrimos que já tem à venda a tapioca hidratada. Que maravilha! Leonardo correu no supermercado e comprou vários sacos e alguns dias depois,  aproveitamos as cobaias Egon e Sonja, os sogros para degustarem nossas tapiocas.

Na primeira, apenas passamos manteiga, como Trieste havia feito para nós. Cortamos em pedaços para que os sogros provassem e aí então, fazer as outras. Eles gostaram! Azar deles! Fizemos duas tapiocas com recheio de salaminho e queijo ( que não como), duas de palmito e queijo e a última com leite condensado. Eu fui apenas a auxiliar do tapioqueiro e ajudei a comer,claro. Aliás, acho que foi quem mais comeu...
Eu disse "azar deles" porque foi um vareio de tapioca, que o Leonardo acordou no outro dia, sem poder lembrar das tapiocas. Mas que ficaram boas, ficaram, só que são um tantinho pesadas e parece que bem calóricas. 
Depois de tanta tapioca, só um soninho bem gostoso para ajudar na digestão. 
Boa noite!

domingo, 6 de abril de 2014

Dois dias na casa dos sogros em Nova Petrópolis

 Zabumba
Dália

 Esta semana, Leonardo, Tombinho, Costelinha, eu e os gatinhos ficamos dois dias na casa dos sogros, em Nova Petrópolis, na serra gaúcha.
Eu adoro meus sogros, a casa e o jardim deles, ou seja, adoro estar lá, sem contar, que eles adoram o Tombinho, que chamam de neto, e sempre receberam muito bem todos os animais que precisei levar comigo por estarem em tratamento ou necessitarem cuidados especias como os filhotes. É o que tem acontecido com o Costelinha, que agora está livre de seus ferros mas ainda precisa tomar medicação duas vezes por dia e agora, os dois gatinhos que largaram por último lá em casa.
Na nossa primeira tarde por lá, Leonardo foi dar uma pedaladinha com o pai, que não pedalava há tempos e ficou todo faceiro com o convite. 

 Em 5 minutos o sogro estava arrumado com capacete, bicicleta e muita disposição! 
 A sogra, dona Sonja, veio conferir se estava tudo certo.
 Tudo pronto! Foto oficial na frente da casa, podem começar a pedalar!
 Leonardo saiu na frente,achando que seu pai vinha logo atrás.
 Mas seu Egon foi interceptado pelo vizinho, seu Laurindo, que queria puxar conversa. Seu Egon desculpou-se, pediu licença e começou a pequena pedalada até a chácara, no distrito de Pinhal Alto.
Eu fiquei em casa bordando - consegui adiantar bastante meu bordado - e jogando conversa fora com a sogra.
 No outro dia de manhã, depois do café, Leonardo ficou arrumando as tralhas de caiaque dele e eu fiquei mateando e lagarteando no solzinho gostoso com o sogro e a cachorrada.  Filomena, a cachorrinha dos sogros, se abancou no meu colo e me vi obrigada a ficar quieta por um tempo para não atrapalhar o descanso dela.
 Em seguida fui admirar e fotografar as flores do jardim dos sogros. Sempre tem uma novidade,  flor diferente, um peixinho novo no laguinho, um novo canteiro feito pelo sogro.
 A novidade da vez foi o comedor que demos de aniversário para a sogra e que eles colocaram no jardim com água, perto do comedor que já existe há anos no jardim.
A sogra está choramingando que os passarinhos não estão vindo, culpando os gatos do vizinho que devem ter entrado no pátio deles no período em que estiveram na praia. Pode ser que seja isso, mas daqui a pouco eles voltam.
 Achei linda esta flor mas não sei o nome. A sogra disse que os beija-flores adoram, então já solicitei uma mudinha, pois quero encher o Recanto de beija-flores e borboletas. Se os meus gatos deixarem... 
 Hemerocallis.
 Também não sei o nome desta flor que adoro demais e floresce todos os anos nesta época, período da Páscoa, por isso na família do Leonardo a chamam de flor da Páscoa. Tem nas versões rosa ou lilás, como esta da foto, e branca, na foto abaixo. 
 Dona Sonja gosta muito delas mas reclama que são como pragas. Já tentei plantar no Recanto e não pegou mas foi logo que adquirimos o Recanto e íamos muito pouco lá. É óbvio que vou tentar de novo!
 Elas são compridas, ficam com uma altura de 50 cm ou pouco mais.
Estes dois florzinhos brotaram no portão da nossa casa, em Porto Alegre, há umas duas semanas. Estavam tão murchinhos e feinhos... agora, com doses diárias de vitamina e muito beijinho, já ganharam peso, não têm mais secreção nos olhinhos e enfeitam e alegram a nossa casa. Adoraram a casinha da Oma, onde ficaram hospedados e escondidos de Filomena e Godofredo, os cães dos sogros. Filhote de gato é tudo de bom!
 Dálias! Amo as dálias!
 As Dálias estão na frente do galpão e na frente delas, o pé de caqui, carregadíssimo e que fornece alimento, de dia para os passarinhos e de noite para o gambá. E ainda sobra para nós comermos a qualquer hora ou para levar para os passarinhos de Porto Alegre! Quanta abundância!
 O sogro teve que colocar uma escora para o galho não encostar no chão.

 As rosas! No jardim dos sogros têm rosas de diversas cores e tamanhos, um espetáculo para os olhos! Nesta época não tem taaanta variedade, mas na primavera... Mesmo assim, acho que havia duas ou três roseiras com flores. As outras foram subindo nas árvores e florescem lá em cima, por isso não tentei fotografar agora, mas já fiz registros delas em outras postagens, como esta aqui.
 Esta rosa grandona da foto anterior, que se observarem bem tem um joaninha passeando sobre suas pétalas, está junto com as hortênsias, embaixo da janela do que foi um dia o quarto da Oma. Hoje é um quartinho de bagunça/escritório em transformação.
 Tirando a foto do outro lado da janela, vemos as hortênsias e um arbusto com essas delicadas florzinhas roxas, que parecem mas não são lavanda.
E para terminar, um arranjo natural com flores do jardim que a sogra fez. Sempre tem um arranjo com flores na casa de Nova Petrópolis, ou na praia, onde também tem um jardim bonito e colorido. A sogra gosta de ter flores dentro e fora de casa e eu também! E os gatos também, por isso não tenho...
Pouco antes do anoitecer, os homens de nossas vidas voltaram da pedaladinha, tomaram banho e Leonardo preparou uma jantinha prá lá de especial, que mostrarei na próxima postagem. Espero que tenham gostado do passeio pelo jardim dos Esch's. Eu sempre gosto! rererer Boa semana a todos!